quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CIRCUITO



Sigo num caminho obscuro, longe dos princípios que regem os sentimentos, perco-me na mente carregada de insanidades. Extrapolo a realidade com marcas periódicas que bradam o que não tem sentido.
A busca de ideais largos que afundam-se na imensidão dos atos e cambiam a todo momento, são ilusões temerosas de um "eu" já não existente que reluta perturbando a mente e enchendo de um vazio que transborda, afoga-se, morre...
Mas, não é o fim, é o começo que dá espaço a novas incertezas, a novos projetos e metas que empolgam e contagiam a amargura ressequida e ao mesmo tempo esquecida e soterrada há muitos anos. A aventura inicial leva aos prazeres da vida até que o momento do acalento começa a entender os prantos e estático vejo um caminho obscuro, longe dos princípios que regem os sentimentos, perco-me na mente...

InFâNcIa


"Oh ! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!"
A infância retraída aos olhos do presente traz vagas incertezas dos rumos que a ela dei. Nada escapa ao meu controle, sou consciente dos atos, tudo foi planejado e assim, premeditado o lugar a que cheguei, mas, que saudades que sinto do tempo em que o dinheiro era investido em doce, a escola só era legal porque tínhamos o recreio, das largas histórias ouvidas com fundos demagógicos que ajudaram a formar esta personalidade.
Ficou tudo registrado no subconsciente... As aventuras de menino que pensa que pode tudo, que abre espaço para as suas fantasias e que à noite assustadora ajoelha-se ao pé da cama e faz uma oração, o discurso é sempre o mesmo, mas ocultava um segredo...
O segredo??? "Deus me escuta!!"
As alegrias da infância acompanham-me, escondida por trás da face, e que vez enquanto se escapa ao acompanhar uma criança.